Gênesis 12:2c “Sê tu uma bênção!”
Na Bíblia, a história de Abraão ocupa 14 capítulos do livro de Gênesis. Em toda a Escritura Sagrada,
seu nome é mencionado 234 vezes e em toda a sua história ele submeteu-se à vontade de Deus e foi
uma benção para sua família e para muitas outras pessoas com quem conviveu.
Se desejamos um belo exemplo que a bíblia apresenta no Antigo Testamento, está aí esse exemplo:
Abraão. Além de ter sido e considerado o Pai da Fé, também o Senhor usou sua vida para abençoar
sua família e bem assim as gerações futuras.
Precisamos seguir esse exemplo e ser uma benção para nossa família e para nossos descendentes.
Tema: DECIDA SER UMA BÊNÇÃO
- TOME A DECISÃO DE SER UMA BENÇÃO – Quer seja o marido, a esposa e os filhos;
cada um deve buscar nas Escrituras Sagradas as orientações e os conselhos e aprender as muitas
recomendações que encontramos tanto no Antigo como no Novo Testamento. Ser uma bênção é viver
a verdadeira felicidade em harmonia com Deus. Os propósitos de Deus com relação à família são
explicados de forma muito clara nas Escrituras Sagradas. Basta tomar como exemplo o Salmo 128:1-
4 traz esse ensino: “Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! Do
trabalho de tuas mãos comerás, feliz serás, e tudo te irá bem. Tua esposa, no interior de tua casa,
será como a videira frutífera; teus filhos, como rebentos da oliveira, à roda da tua mesa. Eis como
será abençoado o homem que teme ao Senhor!”. Decida ser uma benção para seus queridos
familiares. Faça sua parte, procure romper as barreiras que se interpõe entre você e os membros de
sua família. Peça perdão quando machucar alguém, aceite o perdão que vem da parte deles. Ore por
eles, interceda, decida ser uma benção. - INTERCEDA PELA SUA FAMILIA – Na experiência de Abraão clamou intensamente a
Deus poupar a vida de seus familiares antes da destruição de Sodoma e Gomorra. Ló, o sobrinho de
Abraão estava residindo lá em Sodoma. Tanto esta cidade como Gomorra tinham uma população
totalmente pervertidas. A justiça de Deus estava para ser estabelecida sobre esses dois lugares,
Abraão, confiando na bondade de Deus passou a interceder pela preservação de pessoas que
certamente ainda não haviam se contaminado. Em Gênesis 18:22-33 temos o relato de quando o
patriarca passa a interceder junto a Deus em favor dos homens. Assim envia seus anjos para aquelas
cidades e prepara-se para destruí-las. Abraão conversa com Deus intercedendo pela vida de Ló e sua
família. A atitude de Abraão nesta passagem bíblica nos inspira a praticar a hospitalidade, a confiar
na bondade de Deus, a ser intercessores em oração, buscando justiça e a misericórdia divina.
Em Gênesis, lemos que “lembrou-se Deus de Abraão…” (Gn 19:29). Trata-se de uma breve menção
de algo que iria mudar radicalmente o destino de uma família. A resposta veio muito em breve, Jó foi
tirado daquela cidade pervertida. Deus respondeu a oração de Abraão. Ainda hoje, somos desafiados
a interceder em favor da nossa família e da nossa casa. Neste mundo em pleno século vinte e um onde
a imoralidade, o ateísmo e tantos investimentos à favor das drogas e violência dominam, é urgente
que façamos como Abraão, continuemos clamando, intercedendo e pedindo as misericórdia do
Senhor em favor de nossos familiares. Em Mateus 21:22, Jesus nos ensinou que a oração associada à
fé, promove uma resposta do Pai. Diz o texto bíblico: “e tudo quanto pedirdes em oração, crendo,
recebereis. Jesus associa a oração à vida diária com Deus, necessidade de todo homem (Lc 6:12), e se
entristeceu porque os seus discípulos dormiam quando precisavam vigiar (Lc 22:45). E assim a igreja
do primeiro século vemos os discípulos unânimes na oração (At 1:14); e os apóstolos se reservaram
ao ensino da Palavra e à oração para a edificação da Igreja (At 6:4).
Calvino, em um capítulo dedicado à oração, nas Institutas da Religião Cristã, expõe a necessidade de
nos aproximarmos de Deus com humildade, lembrando que Ele é o Criador e nós somos a sua
criação;
Ele é o Senhor e nós os servos. Expõe também a oração do ‘Pai nosso’, não como uma repetição
mágica para mover Deus, mas como um quebrantamento pessoal na presença de Deus. Conclui
enfatizando
que a oração não é um artifício para impor a Deus a nossa vontade, mas para reconhecer a vontade de
Deus em nós.
CONCLUSÃO:- Certamente que muitas outras lições nós teríamos nas Escrituras Sagradas para
buscar orientação e conselho quanto a nossa atitude de ser benção de forma constante para aqueles
que nos cercam, principalmente nossos familiares. Então, faça isto, decida ser uma benção. Faça sua
parte e Deus nos recompensará por amor do seu próprio nome. Amém.
Rev. Elton de Campos

