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A REALIDADE DOS QUE SÃO DE CRISTO

GÁLATAS 5:24 – A REALIDADE DOS QUE SÃO DE CRISTO

Pelo tempo que você tem de vida cristã — uns mais, outros menos — já foi possível perceber a grande diferença que existe entre duas pessoas: uma que pertence a Cristo e outra que não pertence. A princípio, não estou falando sobre alguém ser batizado ou não, nem sobre ser membro de uma igreja.

A questão primordial é muito mais profunda. Diz respeito à realidade de receber a vida eterna como presente de Deus, por meio do sacrifício do Senhor Jesus Cristo.

A Bíblia apresenta o caminho para que as pessoas conheçam o Senhor Jesus Cristo — o Filho de Deus, que se fez homem, morreu pelos pecadores, ressuscitou, venceu a morte e está à direita do Pai, intercedendo por nós. Todo esse relato maravilhoso aponta para o ensino sobre a realidade daqueles que são de Cristo.

Tema: A REALIDADE DOS QUE SÃO DE CRISTO

Os que são de Cristo:

1. VIVEM UMA NOVA VIDA

Foram transformados e agora pertencem a Cristo. Essa nova vida representa uma nova criação espiritual. Paulo, o apóstolo, ensina essa verdade em 2 Coríntios 5:17:

“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”

A vida antiga ficou para trás. Andamos agora em novidade de vida, conforme Romanos 6:4:

“Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida.”

“Andar em novidade de vida” é uma proposta bíblica extremamente séria. Se você nasceu de novo, se foi transformado pelo poder do Espírito Santo e pertence a Cristo, não pode viver de acordo com os padrões e prazeres deste mundo.

A velha natureza constantemente tenta nos induzir à desobediência, gerando derrotas e frustrações. Muitos cristãos não percebem que podem entristecer o Espírito Santo. A Escritura adverte em Efésios 4:30:

“E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.”

Todo aquele que está em Cristo é nova criatura — sem exceção. Isso não significa que o homem foi apenas melhorado, como algo reformado externamente. Não. Significa que foi recriado, refeito, e que há uma nova realidade espiritual.

Isso não é maravilhoso?

Paulo descreve essa transformação em Colossenses 1:13-14:

“Pois ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.”


2. RENUNCIARAM À CARNE

“Crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências” (Gálatas 5:24).

Isso significa que o cristão passa a dominar os desejos pecaminosos, fortalecendo o seu interior. Renunciar à carne não é negar o corpo, mas submeter os impulsos à vontade de Deus.

A palavra concupiscência refere-se aos desejos desordenados, especialmente os de natureza sensual. Está associada à luxúria, à inclinação exagerada aos prazeres carnais.

Renunciar à carne é uma das batalhas mais silenciosas e, ao mesmo tempo, mais intensas da vida cristã.

É escolher o caminho estreito quando o mundo oferece atalhos fáceis. Cada vez que um desejo pecaminoso é vencido, o espírito é fortalecido.

A carne busca conforto, aplauso e satisfação imediata. O espírito busca propósito, paz e comunhão eterna.

Negar-se a si mesmo é uma forma de adoração. É dizer:

“Senhor, prefiro a tua vontade acima da minha.”

Renunciar à natureza pecaminosa é uma batalha espiritual. Figurativamente falando, o cristão prega sua velha natureza na cruz. Isso ocorre mediante arrependimento, confissão e abandono do pecado.

Veja a exortação de Romanos 6:13:

“Não ofereçam os membros do corpo de vocês ao pecado, como instrumentos de injustiça. Antes, ofereçam-se a Deus, como quem voltou da morte para a vida; e ofereçam os seus membros a ele, como instrumentos de justiça.”

Crucificar a carne é viver o discipulado cristão. É perder a vida para encontrá-la em Cristo.

É o que Paulo resume em Gálatas 5:16:

“Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis os desejos da carne.”


CONCLUSÃO

Em qualquer fase da vida cristã, é indispensável voltar-se cada vez mais para a Palavra de Deus. É ela que nos dirige no caminho da santidade e da vitória espiritual.

A batalha é espiritual — contra a carne, contra as trevas e contra as artimanhas de Satanás.

Se desejamos agradar a Deus — e esse deve ser o nosso desejo constante — precisamos viver conscientes de duas realidades fundamentais:

  • Vivemos uma nova vida em Cristo
  • Somos chamados a renunciar à carne

Tudo isso para a glória de Deus.

Amém!

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