Habacuque 3:2 – TEMPO DE CRISE É TEMPO DE AVIVAMENTO
Após algum tempo na vida cristã, há pessoas que se esfriam espiritualmente e passam a viver de forma apática, sem ânimo e sem consciência da necessidade de renovação. Os motivos são diversos, entre eles: pecados ocultos não confessados, rotinas espirituais vazias e maior envolvimento com práticas carnais do que espirituais. Tudo isso resulta na falta de compromisso com o Senhor da Igreja. A vida cristã perde o sentido, e muitos passam a viver apenas uma religiosidade vazia.
A verdade é que falta busca e fome espiritual. Falta despertamento e um desejo profundo pela presença de Deus. Espero que você não esteja vivendo esse momento em sua vida. Mas, se estiver, desperte! Tenha uma vida cristã avivada. Não perca mais tempo nessa frieza espiritual, pois você está deixando de experimentar muitas bênçãos.
Um bom começo para a renovação é a oração. Habacuque viveu em uma época de grande agitação política e social em Judá, por volta do final do século VII a.C. O povo de Deus estava afastado de Seus mandamentos, e a nação se encontrava à beira da destruição pelas mãos dos babilônios. O profeta viu a injustiça e a corrupção dominarem a terra, mas, em vez de perder a fé, recorreu a Deus em oração, buscando entendimento da Sua vontade.
Em Israel, havia uma profunda decadência moral, e o julgamento divino se aproximava. Diante disso, Habacuque clama por avivamento, pela manifestação da glória de Deus e por uma confiança inabalável no Senhor. Sua oração nos ensina como devemos buscar a Deus em tempos de incerteza e sofrimento. É no tempo de crise que Deus concede oportunidades de avivamento.
“Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida…” (Habacuque 3:2)
Tema: TEMPO DE CRISE É TEMPO DE AVIVAMENTO
1. SENTIMENTO DE ALERTA
“Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações e me sinto alarmado.”
O profeta faz uma declaração que merece explicação. Ele já conhecia, por meio da história de Israel, o juízo de Deus exercido em outras ocasiões. Contudo, quando Habacuque afirma que está alarmado, não se refere a um medo paralisante, mas a um temor reverente diante da santidade e do poder de Deus, o que o leva a prostrar-se diante do Senhor.
Esse sentimento de alerta faz o profeta refletir sobre a situação e buscar identificar a causa para, então, discernir o caminho a seguir. Foi exatamente isso que Habacuque fez. Seu espanto era real diante da justiça de Deus e do juízo iminente sobre Judá, que seria executado pelos caldeus.
Ainda hoje, precisamos desse mesmo sentimento de alerta. A pergunta que devemos fazer é:
Como está a nossa vida cristã?
Como está nosso interesse pela Palavra de Deus?
Como está nossa vida de oração?
E o nosso testemunho, como está?
Você tem ouvido as declarações do Senhor em Sua Palavra a respeito da santidade?
Sente-se alarmado diante da disciplina e do juízo de Deus sobre sua vida?
Esse sentimento de alerta significa vigilância espiritual e sobriedade, conforme nos ensina o apóstolo Pedro em I Pedro 5:8:
“Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando alguém para devorar.”
Paulo também exorta em I Coríntios 16:13:
“Sede vigilantes, permanecei firmes na fé, portai-vos varonilmente, fortalecei-vos.”
O resultado de uma vida de constante vigilância é que somos conduzidos ao clamor, e não ao desespero.
2. CLAMOR EM LUGAR DE DESESPERO
“Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e no decurso dos anos faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia.”
O profeta clama por renovação. Esse clamor deve ser uma experiência consciente de crescimento espiritual, e não motivada pelo medo ou pelo desespero. O que deve marcar nossa vida é o clamor sincero e a oração fervorosa.
Habacuque ora: “Aviva a tua obra, ó Senhor.”
Mas você sabe por que ele faz essa oração? Você compreende o verdadeiro significado de avivamento?
Existem avivamentos que se limitam apenas à emoção. No entanto, o verdadeiro avivamento é uma obra do Espírito Santo. Ele traz à vida aquilo que estava se perdendo ou se enfraquecendo espiritualmente.
O esfriamento acontece quando há apego excessivo à tradição, aliado a uma vida pobre de oração e à ausência de uma experiência diária com o poder e a unção do Espírito Santo.
Habacuque pede avivamento mesmo em tempos difíceis. É nesse momento que, ao nos humilharmos diante do Senhor, reconhecendo nossa fragilidade, Ele vem e renova nossas forças, manifestando Seu poder por meio de ações poderosas e milagrosas.
Quando o profeta diz: “no decorrer dos anos, e no decurso dos anos, faze-a conhecida”, ou, conforme outra tradução: “faz de novo os feitos maravilhosos que realizaste no passado e torna-os conhecidos”, ele está clamando para que Deus manifeste novamente Sua glória. Mesmo diante da ira divina, o profeta suplica para que o Senhor não se esqueça de Sua misericórdia.
Em outras palavras, Habacuque ora para que Deus revele Seus atos poderosos, como fez no passado, para que o povo veja, reconheça e glorifique o Seu nome.
CONCLUSÃO
A oração de Habacuque nos ensina que a verdadeira fé se manifesta justamente em tempos de crise. É nesses momentos que clamamos por avivamento, exaltamos a glória de Deus e confiamos nEle, independentemente das circunstâncias.
Que essa oração inspire nossa jornada cristã, fortalecendo nossa dependência do Senhor.
Tempo de crise é tempo de avivamento.
Que, a cada dia, tenhamos um sentimento de alerta e, em vez do desespero, levantemos um clamor sincero:
“Aviva a tua obra, ó Senhor.”
Amém.
Rev. Elton de Campos

