Texto: Romanos 11:33-36 – (v. 36)
Dentre os livros que encontramos nas Escrituras Sagradas, há um destaque especial para as cartas do apóstolo Paulo. Entre elas, uma se sobressai como uma das suas mais profundas obras teológicas, chamada por muitos de “Carta Magna da Fé Cristã” — a Epístola aos Romanos.
Paulo escreveu esta carta de maneira esplêndida, para que aqueles cristãos compreendessem toda a teologia da salvação — desde o início da história até a manifestação de Jesus Cristo.
Nos capítulos anteriores, ele dedica tempo para ensinar sobre a soberania de Deus, e, nos versículos 33 a 36, expõe uma doutrina central da fé cristã: tudo acontece porque existe um Deus supremo, cuja vontade é soberana, cuja ação é soberana e cuja glória é soberana.
A teologia de Paulo é reflexo não apenas do seu conhecimento sobre Deus, mas também de sua disposição em dar a Deus toda a glória. Para ele, toda teologia tinha seu centro unificador em Deus, pois uma teologia que não é centralizada em Deus não tem utilidade para a vida cristã.
Essa visão paulina também foi a base do pensamento dos reformadores do século XVI, que enfatizaram cinco princípios fundamentais conhecidos como os Cinco Solas da Reforma Protestante:
- Sola Fide – Somente a Fé
- Sola Scriptura – Somente a Escritura
- Solus Christus – Somente Cristo
- Sola Gratia – Somente a Graça
- Soli Deo Gloria – Glória Somente a Deus
É sobre este quinto pilar que quero refletir com base em Romanos 11:33-36:
A soberania de Deus – “Soli Deo Gloria” – a glória somente a Deus.
Com base neste texto bíblico, meditaremos sobre a utilidade de uma teologia centralizada em Deus.
1. CONDUZ O SERVO DE DEUS À DEVOÇÃO (v. 33a) – “Ó profundidade das riquezas…”
Nossa devoção não é dirigida à natureza humana de Jesus — Maria, ainda que ela tenha sido escolhida por Deus para um propósito específico na história.
Nem a José, o marido de Maria, nem a qualquer outro servo de Deus que tenha se destacado pela fé, pela perseverança ou pela ousadia na pregação e no testemunho. Não!
A honra e a glória pertencem exclusivamente a Deus Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Ao celebrarmos a Reforma Protestante, que o nosso propósito principal seja a gratidão e a devoção ao nosso Deus Todo-Poderoso, que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
2. CONDUZ A DEVOÇÃO A DEUS COM HUMILHAÇÃO
(vv. 34-35) – “Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!”
Paulo utiliza aqui palavras inspiradas em Isaías 40:12-15, para mostrar que nenhum ser humano pode sondar a mente do Senhor ou aconselhá-lo.
Essas palavras devem tirar de nós toda empáfia, todo espírito de superioridade e de grandeza, pois, afinal, não somos nada diante da grandeza e majestade do Senhor. Por isso, a nossa devoção a Deus deve ser marcada por profunda humildade.
3. CONDUZ O SERVO DE DEUS À TOTAL RENDIÇÃO (v. 36)
Render-se ao Todo-Poderoso é o maior chamado da vida cristã.
Devemos nos render porque:
a) Todas as coisas têm origem n’Ele – “Porque dele…”
b) Todas as coisas são sustentadas por Ele – “… e por meio dele…”
c) Todas as coisas têm sua finalidade n’Ele – “… e para ele são todas as coisas.”
d) Toda glória pertence somente a Ele – “A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!”
CONCLUSÃO – SOLI DEO GLORIA
(Somente a Deus a Glória)
Como é bom saber que este pilar da Reforma Protestante afirma que o homem foi criado para a glória de Deus, e que tudo o que fizermos deve redundar em glória ao Seu nome. Fica aqui um grande desafio para cada um de nós:
Estamos fazendo todas as nossas ações para a glória de Deus?
Pense nisso com seriedade — no trabalho, na escola, na família, no lazer e até no modo como você se veste, como salvo em Cristo.
Que toda a nossa teologia, nossa vida e nossa adoração sejam única e exclusivamente centralizadas em Deus.
Amém!
Texto: Romanos 11:33-36 – (v. 36)
Dentre os livros que encontramos nas Escrituras Sagradas, há um destaque especial para as cartas do apóstolo Paulo. Entre elas, uma se sobressai como uma das suas mais profundas obras teológicas, chamada por muitos de “Carta Magna da Fé Cristã” — a Epístola aos Romanos.
Paulo escreveu esta carta de maneira esplêndida, para que aqueles cristãos compreendessem toda a teologia da salvação — desde o início da história até a manifestação de Jesus Cristo.
Nos capítulos anteriores, ele dedica tempo para ensinar sobre a soberania de Deus, e, nos versículos 33 a 36, expõe uma doutrina central da fé cristã: tudo acontece porque existe um Deus supremo, cuja vontade é soberana, cuja ação é soberana e cuja glória é soberana.
A teologia de Paulo é reflexo não apenas do seu conhecimento sobre Deus, mas também de sua disposição em dar a Deus toda a glória. Para ele, toda teologia tinha seu centro unificador em Deus, pois uma teologia que não é centralizada em Deus não tem utilidade para a vida cristã.
Essa visão paulina também foi a base do pensamento dos reformadores do século XVI, que enfatizaram cinco princípios fundamentais conhecidos como os Cinco Solas da Reforma Protestante:
- Sola Fide – Somente a Fé
- Sola Scriptura – Somente a Escritura
- Solus Christus – Somente Cristo
- Sola Gratia – Somente a Graça
- Soli Deo Gloria – Glória Somente a Deus
É sobre este quinto pilar que quero refletir com base em Romanos 11:33-36:
A soberania de Deus – “Soli Deo Gloria” – a glória somente a Deus.
Com base neste texto bíblico, meditaremos sobre a utilidade de uma teologia centralizada em Deus.
1. CONDUZ O SERVO DE DEUS À DEVOÇÃO (v. 33a) – “Ó profundidade das riquezas…”
Nossa devoção não é dirigida à natureza humana de Jesus — Maria, ainda que ela tenha sido escolhida por Deus para um propósito específico na história.
Nem a José, o marido de Maria, nem a qualquer outro servo de Deus que tenha se destacado pela fé, pela perseverança ou pela ousadia na pregação e no testemunho. Não!
A honra e a glória pertencem exclusivamente a Deus Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Ao celebrarmos a Reforma Protestante, que o nosso propósito principal seja a gratidão e a devoção ao nosso Deus Todo-Poderoso, que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
2. CONDUZ A DEVOÇÃO A DEUS COM HUMILHAÇÃO
(vv. 34-35) – “Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!”
Paulo utiliza aqui palavras inspiradas em Isaías 40:12-15, para mostrar que nenhum ser humano pode sondar a mente do Senhor ou aconselhá-lo.
Essas palavras devem tirar de nós toda empáfia, todo espírito de superioridade e de grandeza, pois, afinal, não somos nada diante da grandeza e majestade do Senhor. Por isso, a nossa devoção a Deus deve ser marcada por profunda humildade.
3. CONDUZ O SERVO DE DEUS À TOTAL RENDIÇÃO (v. 36)
Render-se ao Todo-Poderoso é o maior chamado da vida cristã.
Devemos nos render porque:
a) Todas as coisas têm origem n’Ele – “Porque dele…”
b) Todas as coisas são sustentadas por Ele – “… e por meio dele…”
c) Todas as coisas têm sua finalidade n’Ele – “… e para ele são todas as coisas.”
d) Toda glória pertence somente a Ele – “A Ele, pois, a glória eternamente. Amém!”
CONCLUSÃO – SOLI DEO GLORIA
(Somente a Deus a Glória)
Como é bom saber que este pilar da Reforma Protestante afirma que o homem foi criado para a glória de Deus, e que tudo o que fizermos deve redundar em glória ao Seu nome. Fica aqui um grande desafio para cada um de nós:
Estamos fazendo todas as nossas ações para a glória de Deus?
Pense nisso com seriedade — no trabalho, na escola, na família, no lazer e até no modo como você se veste, como salvo em Cristo.
Que toda a nossa teologia, nossa vida e nossa adoração sejam única e exclusivamente centralizadas em Deus.
Amém!

