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CELEBRANDO A UNIDADE NO CORPO DE CRISTO

CELEBRANDO A UNIDADE NO CORPO DE CRISTO -IPB de Itapuca

E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.”
Atos 2:42

Devemos olhar para o passado, para a igreja do primeiro século, e seguir o mesmo padrão que existia naquela comunidade dos salvos. Ali estavam presentes o amor, o zelo e a dedicação, demonstrando a unidade no Corpo de Cristo. Aqueles cristãos realizavam todas as coisas celebrando a fé e vivendo para a glória de Deus.

Essa unidade precisava — e ainda precisa — estar revestida do poder e da atuação do Espírito Santo. Além das lições abordadas no domingo anterior sobre a igreja nascente, podemos fazer uma análise desse conjunto de características encontradas no registro de Atos dos Apóstolos e extrair preciosas lições para a Igreja de hoje.

O texto bíblico destaca a importância da perseverança em determinadas áreas fundamentais da vida cristã. Os primeiros cristãos perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão; também perseveravam no partir do pão e nas orações.

Seguindo esse exemplo, somos desafiados a celebrar a unidade no Corpo de Cristo.

TEMA: CELEBRANDO A UNIDADE NO CORPO DE CRISTO

Como isso acontece?

A unidade no Corpo de Cristo é celebrada por meio de:

1. PRÁTICA DO AMOR NO PARTIR DO PÃO

“…perseveravam… no partir do pão…”
Atos 2:42

É importante observar que a expressão “partir do pão” pode assumir mais de um significado no contexto do Novo Testamento.

Uma primeira referência aponta para a Ceia do Senhor, uma ordenança de Cristo que envolve adoração, proclamação, comunhão e memória da obra redentora realizada na cruz.

Quando participamos do pão e do cálice, proclamamos:

“Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.”
1 Coríntios 11:26

A Ceia é também um momento de autoexame, gratidão e reafirmação da nossa fé na obra redentora consumada por Cristo.

Essa prática mantinha o Evangelho no centro da vida da Igreja. Assim também deve acontecer hoje.

A razão principal da nossa fé é a salvação em Jesus Cristo. As boas-novas chegaram até nós pela ação soberana de Deus, mediante a proclamação do Evangelho e a atuação do Espírito Santo.

Celebramos a unidade no Corpo de Cristo reconhecendo o amor que Ele demonstrou por nós no sacrifício da cruz.

O que une a Igreja é, antes de tudo, Cristo e a obra do seu amor redentor.

João 15:13 declara:

“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos.”

Foi por esse amor que o Senhor Jesus levou sobre si os nossos pecados na cruz. Ele sofreu por nós e ofereceu a garantia da vida eterna àqueles que nele creem. Ele é o Pão da Vida.

Há, ainda, outro sentido relacionado ao “partir do pão”: o compartilhamento dos recursos e o cuidado com aqueles que necessitam.

Compartilhar o pão é também recordar as palavras do apóstolo Paulo em Atos 20:35:

“Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber.”

Estamos fazendo a nossa parte nesse serviço?

O amor deve pulsar em nossos corações. Quando verdadeiramente compreendemos o amor de Cristo, somos conduzidos a demonstrá-lo também por meio do cuidado, da generosidade e do serviço aos nossos irmãos.

A unidade cristã não pode ser apenas uma declaração. Ela precisa ser percebida na prática.

Celebramos a unidade quando repartimos, cuidamos, servimos e amamos uns aos outros.


2. BUSCA CONTÍNUA NA ORAÇÃO

“…perseveravam… nas orações…”
Atos 2:42

A igreja nasceu em um ambiente de oração e foi sustentada por uma vida de oração.

Os cristãos oravam juntos, buscavam a direção de Deus, intercediam uns pelos outros e adoravam ao Senhor.

A oração é o reconhecimento da nossa insuficiência e da total suficiência de Deus.

Uma igreja que não ora demonstra, na prática, que está confiando em suas próprias forças. Por isso, a Igreja do Senhor precisa permanecer perseverante na oração.

A igreja primitiva era uma igreja que orava.

Ao longo das Escrituras encontramos numerosos registros de orações, ensinamentos e exemplos de homens e mulheres que buscaram ao Senhor. A oração ocupa lugar fundamental na vida do povo de Deus.

Quando falamos sobre oração, não devemos entendê-la simplesmente como uma maneira de obter respostas para nossos desejos. Orar é relacionar-se com Deus, adorá-lo, confessar nossos pecados, agradecer por sua graça, apresentar nossas súplicas e buscar sua vontade.

É por meio da oração que reconhecemos nossa dependência do Senhor e buscamos dele força e direção para enfrentar as circunstâncias da vida.

É também pela oração que a Igreja busca a capacitação necessária para cumprir sua missão e enfrentar as batalhas espirituais.

A unidade no Corpo de Cristo deve ser fortalecida por meio da oração. Quando nos reunimos para orar, demonstramos que dependemos do Senhor e que desejamos caminhar juntos debaixo da direção do Espírito Santo.

Os cristãos do primeiro século tinham essa consciência:

“Perseveravam nas orações.”

Por isso, deve causar preocupação quando percebemos cristãos que não demonstram interesse em se reunir com os demais irmãos para orar.

Precisamos examinar nossa própria vida espiritual. A falta de interesse pela oração comunitária pode revelar esfriamento na fé e perda da consciência de nossa dependência de Deus.

A Igreja precisa voltar continuamente à oração, pois é nela que reconhecemos que não somos suficientes em nós mesmos, mas Deus é totalmente suficiente.

Samuel Chadwick, pregador do século XIX, afirmou:

“A maior preocupação do diabo é afastar os cristãos da oração. Ele não teme os estudos, nem o trabalho e nem a religião daqueles que não oram. Ele ri de nossa labuta, zomba de nossa sabedoria, mas treme quando nós oramos.”

Independentemente da forma como essa conhecida citação seja apresentada, sua ideia nos conduz a uma verdade importante: uma Igreja que deseja experimentar a ação de Deus precisa ser uma Igreja que ora.


CONCLUSÃO

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.”
Atos 2:42

Essa é a afirmação da Escritura a respeito dos cristãos do primeiro século. Uma experiência que continua nos desafiando neste século XXI.

Vivemos em um mundo marcado por controvérsias, maldade no coração das pessoas, incertezas, conflitos e tantas outras situações que podem ameaçar os relacionamentos e enfraquecer a unidade.

Entretanto, este é o tempo que Deus nos concede para vivermos e testemunharmos o Evangelho.

É tempo de celebrar!

Celebrar não significa ignorar as dificuldades, mas reconhecer a fidelidade de Deus em meio a elas.

É tempo de louvar a Deus e exaltar o seu nome por todos os motivos que temos para agradecer.

É tempo de celebrar a unidade no Corpo de Cristo.

Uma unidade que estreita nossos relacionamentos uns com os outros.

Uma unidade que nos dá oportunidade de desenvolver e colocar em prática os dons espirituais recebidos de Deus.

Uma unidade que se manifesta na prática do amor, inclusive no partir do pão.

Uma unidade que se fortalece por meio da busca contínua na oração.

A Igreja do primeiro século nos deixou um exemplo precioso: perseverança na Palavra, comunhão entre os irmãos, participação na Ceia, cuidado com os necessitados e uma vida de oração.

Que o Senhor nos conceda graça para vivermos assim, em unidade, amor e perseverança, para a honra e a glória do nosso Deus.

Amém!

Rev. Elton de Campos

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